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Ancine marca presença no ABA Summit, em painel de economia criativa

A edição deste ano do ABA Summit, evento anual organizado pela Associação Brasileira de Anunciantes (ABA), colocou a indústria criativa na pauta, no painel Economia Criativa e a Era Digital. Christian de Castro, diretor-presidente da Agência Nacional do Cinema (Ancine), vinculada ao Ministério da Cultura (MinC), integrou o painel na manhã desta terça-feira (23), em São Paulo. Também participaram da discussão Jamie Barnard, representante da Global General Counsel – Marketing, Media & Commerce da Unilever, e a Dra. Vanessa Vilar, Legal Director – Latam Cluster Category Counsel da Unilever e presidente do Comitê Jurídico da ABA, responsável pela moderação.

 

Christian iniciou sua fala ressaltando as ações empreendidas pela Ancine que considera fundamentais para o desenvolvimento da cadeia do audiovisual e da economia criativa como um todo, como a desburocratização, a agilização e a previsibilidade, aliados à valorização da capacidade técnica. "Na Ancine, o caminho que vimos trilhando é o da desburocratização, com o objetivo de dar maior transparência aos processos, tornando mais seguro e amplo o ambiente de negócios", disse.

 

Ao falar sobre a inovação em prol do aprimoramento dos processos da Ancine, Christian destacou a necessidade de incorporação da tecnologia à estratégia, a fim de racionalizar as operações, unificar sistemas e criar um banco de dados robusto.  "O foco da Agência deve estar nas áreas de controle e regulação – registro, fiscalização, prestação de contas e análise de mercado. É preciso nos aprofundarmos no conhecimento do mercado, a partir da análise dos dados e indicadores gerados, para ampliarmos as políticas de fomento e desenvolvimento do setor, gerando capacidade empresarial de toda a cadeia do audiovisual brasileiro e atrair, desta forma, o investidor privado", completou.

 

Outro eixo de estímulo à indústria criativa desenvolvido pela Ancine é a capacitação das empresas produtoras e de empreendedores. "Sem empresas competitivas não conseguiremos ser competitivos em nível global. Aprofundar o conhecimento das necessidades dos empreendedores é fundamental para construirmos uma política pública com maior impacto na criação de empregos, valor e renda para a sociedade brasileira", avaliou o diretor-presidente.

Investimento

Com o Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) investindo cerca de R$ 1 bilhão em todos os elos da cadeia do audiovisual, em todas as regiões do país, Christian de Castro acredita que o audiovisual brasileiro só tende a crescer. "O Fundo investe atualmente em diferentes linhas, que vão da capacitação técnica, artística e de empreendedores, à produção e distribuições de obras para cinema, TV e jogos digitais. Além disso, há recursos para as coproduções internacionais e também para infraestrutura do audiovisual, com foco na inovação tecnológica provocada pela revolução digital. A economia criativa e o bom uso do digital são também caminhos para desenvolver um negócio transparente, rentável e amigável para o Brasil. O digital traz a possibilidade de integrar, contar histórias e comunicar melhor com o consumidor".

 

Sobre o período de transição governamental, Castro afirmou que "o caminho a seguir é o diálogo institucional com o futuro presidente e sua equipe, apresentando toda a capacidade produtiva do setor audiovisual de gerar emprego e renda, além de atrair investimento privado. O produto audiovisual é estratégico não apenas para a formação cultural do país, mas também para o aumento das exportações e das perspectivas de atração do turismo, elevando a marca Brasil".

 

Perguntado sobre o papel de anunciantes nesse novo paradigma digital, Christian de Castro apontou a reconhecida capacidade de criação e story telling das produtoras independentes locais e sua competitividade em relação aos resultados produzidos. Segundo ele, o desafio para o futuro é desenvolver conteúdos audiovisuais que dialoguem de forma direta com marcas e produtos, com o intuito de o mercado local depender menos de recursos incentivados e passar a financiar-se, cada vez mais, a partir de recursos privados. 

 

Assessoria de Comunicação

Com informações da Ancine

Ministério da Cultura