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Por um Pantanal Criativo: uma nova agenda de desenvolvimento para o MS

O conceito de economia criativa e seu estabelecimento como uma disciplina de estudo ganhou expressão e relevância a partir da década de 2000. A partir de iniciativas isoladas no começo do século XXI, o que se observa atualmente é que economia criativa se estende em uma ampla gama de áreas de responsabilidade política e administração pública; inclusive, muitos governos criaram ministérios, departamentos ou unidades especializadas para lidar com as indústrias criativas – o que é o caso do Brasil, que inovou ao criar uma Secretaria de Economia Criativa no Ministério da Cultura (SEC/MinC).

De forma estratégica, A EC promove a diversificação econômica, de receitas, de comércio e inovação, e pode se relacionar, de forma simbiótica, com as novas tecnologias: notadamente as tecnologias de informação e comunicação. Dessa forma, iniciativas baseadas na abordagem de EC podem promover a revitalização de áreas urbanas degradadas, ou mesmo o desenvolvimento de áreas rurais com herança de patrimônio cultural.

No ano de 2010 a Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento – UNCTAD, lançou juntamente com a Unidade Especial para Cooperação Sul do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) o um importante trabalho intitulado Creative Economy Report, em um esforço de cooperação mútua para compreensão e organização sistêmica do panorama dos países desenvolvidos e suas categorizações para o desenvolvimento da Indústria e EC. Paralelamente, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura - UNESCO indexou ao entendimento da Indústria e EC um conteúdo rico em elementos essencialmente voltados à simbologia, diversidade cultural e ao desenvolvimento social.

Em alinhamento com a agenda pública nacional e internacional de formulação de políticas para o incentivo, o estado de Mato Grosso do Sul instituiu no ano de 2015 a Superintendência de Economia Criativa, na estrutura organizacional da Secretaria de Estado de Cultura, Turismo, Empreendedorismo e Inovação. Posteriormente, a Superintêndencia tornou-se Coordenadoria de Economia Criativa, no âmbito da nova Secretaria de Cultura e Cidadania.

Nesse contexto, o estabelecimento de uma unidade específica para a estruturação da Economia Criativa no estado representou um marco inegavelmente importante para a institucionalização da temática na agenda pública da cultura e do desenvolvimento local, cujos resultados ainda ressoam nos mais diferentes espaços produtivos e inovativos.

 

Adriano Pereira de Castro Pacheco

Doutorando em Administração

Escola de Administração e Negócios - ESAN

Universidade Federal de Mato Grosso do Sul